[b]- Hm, é! –[/b] ela estendeu uma mão amorenada. Era pequena, muito mais quente que a pele de um humano. [b]– Aline Marshall. Sou [i]filha[/i] dele. -[/b] alguma coisa no seu tom me fez pensar que ela era sua filha realmente, e não uma garota criada por ele. Duvidava também que fosse uma vampira. Mas o que eu me lembrava, Carlo foi transformado na mesma noite que Carlise! Como era possível?
[b]- Filha? –[/b] repeti, a confusão dos meus pensamentos se refletindo na minha voz. Ela reviveu algumas cenas na sua cabeça. Uma mulher morena com cabelos longos de cachos negros, os olhos verdes quase pretos enquanto da sua barriga escorria um jorro considerável de sangue. O ponto de vista mudou, como se o espectador tivesse sido jogado para o lado, e Carlo apareceu no campo de visão, debruçado sobre a mulher. Outros braços seguraram quem quer que via a cena, e andando, chegaram à frente de um espelho.
A imagem no espelho do pensamento me surpreendeu. Era Carlise, podia reconhecê-lo com facilidade nas roupas brancas habituais. A criança em seu colo estava coberta de sangue, mas era possível notar a tez azeitonada, os olhos como esmeraldas engastadas na pele. Ela não chorava. E seus olhos se voltavam freqüentemente para trás, mas só viam o corredor branco. A criança se desesperou quando se iniciaram os gritos de dor da mulher. Um arrepio desceu congelando minha espinha. Então, tão rápido quanto tinha começado, a lembrança teve um fim.
Aline sorriu sombriamente, quase com desdém, e olhou para trás. Um homem se aproximou de nós assim que ela fez o movimento. Ele definitivamente era um vampiro, os olhos de um dourado-claro me diziam que ele e Carlo, e sua estranha e nova família, tinham alguma coisa, algum laço.
[b]- É, sou filha dele. –[/b] sua voz era arrogante, mas não o suficiente pra tirar a vontade de sorrir junto dela. [b]- Não uma criatura com laços de veneno com seu criador. Uma filha. –[/b] o homem que tinha chegado estava de pé atrás dela. Se Aline me lembrava Alice, ele era muito parecido com Emmett. Mas de cabelo liso e muito comprido. Sua atitude felina me assustava um pouco. Como se ele pudesse simplesmente ignorar os humanos ao redor e me atacar.
[b]- Hm, interessante. –[/b] pigarreei, desviando os olhos do vampiro hostil e fitando as orbes esmeralda dela. [b]- Por que Carlise nunca comentou de você? [b]- Papai pediu a ele para não comentar. –[/b] seus olhos escureceram novamente.